segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Taguspark na RTP2

Taguspark no programa Iniciativa da RTP2

Pedra Filosofal

A Pedra Filosofal é um dos mais belos poemas de António Gedeão, onde faz a fusão majestosa entre a poesia e a ciência. Convido a assistir ao video seguinte enquanto segue abaixo a leitura do poema.



Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

António Gedeão

Lágrima de preta

Um dos mais belos poemas de António Gedeão...



Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

António Gedeão

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Personalidades

Quem foram as personalidades que deram nome às ruas do Cantinho do Tagus?
  • Prof. Dr. José Pinto Peixoto (1922 - 1996) - Matemático e Geofísico de formação, dedicou-se ao estudo da Metereologia e Geofísica, desenvolvendo no MIT um importante estudo sobre a circulação global da atmosfera. No final da sua carreira publicou o artigo Physics of Climate, com os resultados de uma vida dedicada à investigação, e que revolucionou o estudo da Meteorologia e Climatologia.


  • Prof. Rómulo de Carvalho (1906 - 1997) - licenciado em Físico-Química, foi professor, pedagogo, cientista e investigador de história das ciências. Mas para além de homem da ciência, Rómulo de Carvalho foi um grande poeta escrevendo sob o pseudónimo de António Gedeão. Exemplo da sua obra são os poemas "A Pedra Filosofal" ou "Lágrima de Preta".


  • Eng. Valente de Oliveira (1937- ) - licenciado em Engenheria Civíl pela Universidade do Porto com um mestrado em Planeamento de Transportes pela Universidade de Londres, exerceu diversas funções governativas: ministro da Educação e Investigação Científica entre 1978 e 1979; ministro do Planeamento e da Administração do Território entre 1985 e 1995; ministro das Obras Públicas, Transportes e Habitação em 2002 e 2003.


  • Prof. Celestino da Costa (1915- ) - Jaime Augusto Croner Celestino da Costa foi médico cirurgião, docente e cientista. Publicou inúmeras obras de importante significado para a comunidade ciêntifica alcançando o grau de Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Medicina de Lisboa. Dedicou boa parte da sua vida ao exercício da medicina no Hospital de Santa Maria como cirurgião.

  • Domingos Vandelli (1735-1816) - Domenico Vandelli nasceu em Pádua, Itália. Formou-se em Filosofia e foi convidado pelo Marquês de Pombal (1699-1782), para integrar o corpo docente do Real Colégio dos Nobres. Por volta de 1780 fundou uma fábrica de louça no Rossio de Santa Clara de Coimbra, que se tornou famosa pela sua qualidade e ficou conhecida por ‘louça de Vandelles’. Em 1787 foi viver para Lisboa, onde se tornou o primeiro director do Jardim Botânico da Ajuda, sendo nomeado Deputado da ‘Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação destes Reinos e seus Domínios’. Durante as invasões francesas, entre 1807 e 1811, foi acusado de ser afrancesado e em 1810, com 80 anos, foi preso e deportado para a Ilha Terceira, Açores, no que ficou conhecido como a Setembrisada.

Vista Aérea

O Cantinho do Tagus é composto por 5 ruas paralelas que lhe conferem uma geometria bastante harmonioza. A cruzar o bairro temos uma alameda verdejante que na Primavera se transforma numa jardim multi-color. Implantado numa encosta com orientação Este-Oeste, o Cantinho do Tagus tem durante todo o dia uma iluminação impar permitindo assistir ao nascer e pôr-do-sol.

Colégio TAGUSPARK


O Cantinho do Tagus é habitado essêncialmente por casais jovens com crianças pequenas. Temos agora à disposição um novíssimo colégio que cobre desde a créche ao 1º ciclo (dos 2 meses aos 9 anos). Para mais detalhes consultem o site que, como seria de esperar, está à altura de um parque tecnológico: